É VIDA? Então vive sem limites, mas... COM VALORES!

É VIDA? Então vive sem limites, mas... COM VALORES!
Não há vida sem água, mas de nada serve a água se não houver vida.

"dar um pouco mais"

Vem - Aparece - Dá-te, e, juntos, faremos os caminhos da vida mais agradáveis

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sábado, 23 de outubro de 2010

Será que Não tenho Tempo?

Não Tenho Tempo
Sabes, meu filho, até hoje não tive tempo para brincar contigo.
Arranjei tempo para tudo, menos para te ver crescer.
Nunca joguei contigo dominó, damas, xadrez, ou batalha naval.
Eu percebo que tu me procuras, mas sabes meu filho, eu sou muito importante e não tenho tempo.
Sou importante para números, convites sociais e toda uma série de compromissos inadiáveis. Como largar tudo isto, para ir brincar contigo? Não, não, tenho tempo.
Um dia trouxeste o teu caderno escolar para eu ver e ficaste ao meu lado. Lembras-te? Não te dei atenção e continuei a ler o jornal. Porque afinal, os problemas internacionais são mais sérios do que os da minha casa.
Nunca vi os teus livros não conheço a tua professora.
Nem me lembro qual foi a tua primeira palavra. Mas, tu sabes, eu não tenho tempo.
De que adianta saber as mínimas coisas a teu respeito, se eu tenho outras coisas a saber?
É incrível: como tu cresceste ! Estás tão alto ! Nem tinha reparado nisso.
Aliás, eu quase que não reparo em nada.
E, na vida agitada, quando tenho tempo, prefiro usá-lo lá fora, porque aqui fico calado diante da televisão.
Porquê? porque a televisão é importante e informa-me muito.
Sabes, meu filho, a última vez que tive tempo para ti, foi numa noite de amor com a tua mãe.
Eu sei que tu te queixas. Eu sei que tu sentes a falta de uma palavra, duma pergunta amiga, duma brincadeira, dum chuto na tua bola. Mas eu não tenho tempo.
Eu sei que sentes a falta de um abraço e de um sorriso, de um passeio a pé, de ir até ao quiosque, ao fundo da rua, comprar um jornal, uma revista. Mas sabes há quanto tempo eu não ando a pé na rua ? Não tenho tempo.
Mas tu entendes, eu sou um homem importante. Tenho de dar atenção a muita gente, eu dependo delas.
Meu filho, tu não entendes nada de comércio. Na realidade eu sou um homem sem tempo. Eu sei que tu ficas triste porque as poucas vezes que falamos, é um monólogo: Só eu é que falo.
Eu quero silêncio. Quero sossego e tu tens a péssima mania de querer brincar com a gente. Tens a mania de saltar para os braços dos outros.
Filho, eu não tenho tempo para te abraçar. Não tenho tempo para conversas e brincadeiras de crianças.
Filho, o que é que tu percebes de computadores, comunicação, cibernética, racionalismo ? Tu sabes quem é Descart ou Kant? Como é que eu vou parar para falar contigo ?
Sabes, filho. Não tenho tempo.
Mas o pior de tudo, o pior de tudo é que se tu morresses agora, já neste instante, eu ficava com um peso na consciência. Porque, até hoje, até hoje não arranjei tempo para brincar contigo.
E, na outra vida, Deus não terá tempo de me deixar pelo menos, ver-te.
(autor não identificado)

Ainda a margem do rio

Assim como a margem dá sentido ao rio vírgula as regras vírgula as opções e limitações naturais no relacionamento entre nós vírgula dão sentido à vida ponto O que seria de nós sem regras ponto de interrogação
As regras são as margens ponto
A vida é o rio que corre para o mar ponto
Que sejamos capazes de transformar o leito do nosso "rio" num mar de esperança e persistência ponto
Já imaginámos o que seria do nosso dia sem margens ponto de interrogação
O que parece básico no quotidiano diário de todos nós vírgula tornar-se-ía em dilema ponto
Horas para Dormir e Levantar vírgula Sentir e Chorar vírgula Sorrir e Sonhar ponto
Horas para Cantar e Dormitar vírgula Refectir e Emergir vírgula Trabalhar vírgula Amar e Dar ponto
Horas para Ser vírgula Saber e Ter ponto
Como articularíamos estas obrigações e sensações sem estarmos balizados por margens ponto de interrogação
Nós precisamos de regras a bem da vida ponto de exclamação
É a nossa opinião ponto

Nota: Por nós vírgula podes colocar as vírgulas e os pontos onde melhor derem sentido à tua vida ponto
oiapontoponto

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

«A margem dá sentido ao rio»

«A margem dá sentido ao rio»
Já não sei quem disse esta bela frase.
É verdade que sem a margem, o rio torna-se pântano e dali não sai mais.
Precisamos de sentido como de pão para a boca. Sentido no duplo aspecto de direcção e significado.
Toda a arte está em entender e dar a entender que a margem é aliada do rio, a amiga, a fiel companheira; que o rio não sofre com a margem, mas nela se apoia e graças a ela readquire forças.

domingo, 3 de outubro de 2010

Portugal - País de sábios

A sabedoria faz parte do "ser" português.
Vejamos:
Facilmente se encontra "gente" a criticar tudo e todos.
Cada um opina com a maior convicção do mundo sobre a política e políticos, sobre o traçado das estradas, caminhos e matagais, sobre médicos e hospitais, justiça e tribunais e outras coisas que tais.
Sobre como, quando e de que maneira os outros devem desempenhar a sua função, é um ver se te avias. Sabemos a potes!
Quanto ao que nos compete fazer, somos uns infalíveis e, não admitimos sequer um pequeno reparo que seja!
Os outros é que estão mal. Nós estamos sempre bem.
Friamente sabemos que não é assim.
Damos connosco a dizer mal do dentista e do trapezista, mas, dessas áreas, não sabemos nada!
Damos connosco a censurar o juiz e o polícia, mas, de leis, sabemos quase pouco mais que nada!
Damos connosco a gritar desmesuradamente sobre o golo que o Ronaldo falhou, do frango que o guarda-redes deu ou do penalty que o árbitro marcou, mas, às tantas, calções nunca vestimos e relva nunca pisámos, luvas nunca "calçámos" ou, nem fôlego para o apito temos, devido aos cigarritos que devoramos.
Até sabemos criticar e dizer que aqueles que vão à missa ou professam outra religião, são sempre piores de que nós. O que se ouve às vezes dizer da forma como fazem as suas orações os nossos compatriotas e não compatriotas muçulmanos ?!
Damos fortes palpites e opiniões sobre "a má educação dos filhos dos outros", mas, da educação dos nossos, só Deus sabe!
É obra!
Saber assim de tudo e de todos não é para todos. Só para um bom português!
Presunção e água benta cada um toma a que quer!
E tudo a bem da nação!

Mas, nem tudo é um mar de rosas para o comum do portugês!
Por tudo e por nada lamentamo-nos: "não tenho tempo para nada"
Falta-nos tempo;
Tempo para nos olharmos ao espelho.
Tempo para parar.
Tempo para analisar.
Tempo para pensar.
Tempo para educar.
Tempo para escutar.
Tempo para estudar.
Tempo para aperfeiçoar.
Tempo para perdoar.
Tempo para rezar.
Tempo para outros tempos terminados em "ar" como por exemplo AMAR!
E, no final, ainda nos lamentamos com o ar mais singelo e conformado do mundo:
«tudo isso é importante, mas.................. não tenho tempo!»
.final
oiaponto.

Quando damos por ela... o tempo já se foi!

É o ocaso da vida!

sábado, 2 de outubro de 2010

". de Partida" foi a semana passada

". de Partida" - Dia 25 de Setembro de 2010
ou de "repartida".
Ou, esclarecendo melhor o nosso pensamento, foi um partir de novo!
Dia em cheio e "cheio" de significado!
Com o sabor agradável a "coisa" boa, resultado de um bom funcionamento das glândulas salivares da união paroquial, da partilha e da alegria, o "nosso" padroeiro, S. Simão", foi o anfitrião de uma partida que se espera frutuosa e enriquecedora para todos.
Normalmente todas as partidas estão associadas à esperança. É comum ouvir dizer: "Espero que tudo corra bem".
Coincidência, ou talvez não, a bandeira do compromisso foi tatuada com as impressões "digitais e manuais" pintadas de cor verde.
O futuro depende de todos!

Abrindo os braços para a união sob a batuta do maestro "ferreira"
Olha lenta e atentamente

Vê com olhos de ver

E...

Reza a beleza de Deus


Paróquia de Oiã.
Quem te viu e quem te vê!

Crescendo a olhos vistos!
Até parece que não havia auto-estima
O caminho faz-se caminhando
A esperança vai subindo...
E, lá bem do alto, esta "personagem", a esperança, questiona-te:
Se não acreditares em ti quem é que vai acreditar?
Mostra-nos do que és capaz!