É VIDA? Então vive sem limites, mas... COM VALORES!

É VIDA? Então vive sem limites, mas... COM VALORES!
Não há vida sem água, mas de nada serve a água se não houver vida.

"dar um pouco mais"

Vem - Aparece - Dá-te, e, juntos, faremos os caminhos da vida mais agradáveis

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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Pe Mário - OBRIGADO

OBRIGADO
Pe Mário
Olhe, andamos e estamos muito baralhados.
Um misto de sensações antagónicas nos assolam a alma e o ser.
Ainda incrédulos, impotentes e humanamente revoltados perante uma partida tão prematura do D. António Francisco, damos connosco a questionar internamente os desideratos deste Deus, que acreditamos sempre omnipotente, omnipresente e omniconsciente. Constatamos que a nossa fé é mesmo de barro.
Nesta hora dura de partida, toda a gente elevou as qualidades do D. António. Bem. Justo.
Objectivamente: deixou-nos fulminantemente devido a ataque cardíaco.
Como assim se parecia transbordar serenidade e calma acolhedoras?
Perguntamos: mas quem somos nós para questionar os desígnios de Deus?
Resignados, mas algo duvidosos, lá nos lamentamos; a vida é mesmo assim.
Resta-nos o conforto da saudade, do sorriso espontâneo acolhedor e do afago da sua bondade, assim como o aroma agradável e a brisa suave que deixou entre nós.
Sabendo o carinho especial que sempre dedicou à nossa paróquia, indagamo-nos se, de alguma forma, contribuímos para debilitar o coração do D. António. Oxalá que não. Só ele saberá.
De facto era um homem bom!
É neste misto de angústia e gratidão que chegamos ao dia de hoje; dia em quem faz nove anos que o Pe Mário tomou posse como Pároco da Paróquia de Oiã pelas mãos do D, António.
É nossa opinião que, ingratos, por jeito e defeito, nós, os portugueses, só relevamos, agradecemos e reconhecemos o trabalho de alguém que se entrega a causas, somente depois da sua partida. Lá diz o povo "atrás de mim virá, quem de mim bom fará".
Por isso e não só, hoje e por este meio, lhe dizemos OBRIGADO.
Obrigado pela sua sabedoria no manuseamento do leme desta barca nada fácil que é a Paróquia de Oiã.
Lá diz a canção:
Não fiques na praia com o barco amarrado, e medo do mar
Tudo aqui é miragem, mas na outra margem alguém a esperar
Ninguém te ensinou, mas no fundo tu sentes asas p'ra voar
Nem que o céu se tolde e as nuvens impeçam, tu não vais parar

Amigo:
Hoje, mais do que nunca, e até porque estamos debilitados emocionalmente sabendo que a vida, às vezes, injustamente, é breve, é dia de agradecer o dom da vida que Deus deu ao Pe Mário e os talentos que "investiu" em si, e que, sabiamente tem colocado a render nos corações dos seus paroquianos.
Hoje é dia de, braços abertos ao céu, em comunhão com a Cruz em dia de sua exaltação, bem-dizer o nosso Deus pela vocação que fez germinar e consolidou em si.
Hoje é dia de, no silêncio da oração, pedir ao mesmo Deus que lhe continue a dar força e perseverança na condução do povo que lhe confiou.
Um muito, muito obrigado
oiapontoponto


terça-feira, 12 de setembro de 2017

D. António - Muito Obrigado por ter estado entre nós

D. António Francisco dos Santos
D. António,
Neste momento de partida para junto do PAI, agradecemos todo o carinho e afabilidade que sempre nos dispensou.
Bátegas de tristeza nos invadem a alma por partida tão prematura.
Ondas de Alegria e Agradecimento nos emergem por termos tido o privilégio de, muito de perto, privar com o D. António e aprender com ele como são belas e profundas as coisas simples.
MUITO OBRIGADO.












sábado, 20 de fevereiro de 2016

Içar de Velas

Içar de Velas
Velas ao vento desta caravela da vida.
Na Sagres, organizam-se em grupos: 
Gurupês, Traquete, Grande e Mezena. 
Elas são a vela de Estai, Bujarrona e Giba, ou até Velacho, Gávea e Joanete (não o do pé!)
Na caravela da vida, o mesmo acontece; os grupos, perfeitamente identificados, estão aí; os movimentos dão de si e os políticos mandam por mim e por ti.
Vão-se içando velas; de trabalho, entrega e dedicação; mas também velas de ira, egoísmo e traição.
Velas de amor e de compreensão, de perdão, de alegria, de serenidade e de sinceridade; mas também velas de guerra, desprezo e maldade.
Velas de solidariedade, de respeito e caridade. Velas paz e muita amizade.
Como é belo o içar das boas velas!
Espraiando-se pelo mar dentro, sobem todas ao mesmo tempo, em uníssono movimento silencioso, mas num ruído de harmonia que cristaliza a vista.
Até parece que são elevadas por qualquer mecanismo eletrónico computorizado.
Não!
É a força e o sincronismo dos bons marinheiros que pintam tão belo quadro.
Todos são precisos! 
E que nenhum se deixe adormecer pelo embalar das ondas.
Basta que um falhe, para que a pintura fique “borrada” e todos são afetados, desde o Almirante ao Grumete.
Todavia, em caso de erro, falha ou outro contratempo, mais importante que fazer diagnósticos desalentadores, cáusticos e corrosivos, importa, ver onde esteve o erro, desbloquear o problema, ultrapassá-lo com salpicos de tolerância, boas doses de exigência, sensatez, recato e discrição, temperadas com o sabor aromático, mas incisivo, do compromisso, de incentivo, de confiança e de cooperação.
O mesmo acontece na Caravela da Vida, onde, cada vez mais, é necessária uma cultura de princípios morais e éticos para uma sã convivência entre todos.
O mundo ser melhor, não depende dos outros; depende de mim, de ti; depende de todos.
Ou seja, estamos em rede e dependemos dessa rede de que fazemos parte.
Somos dependentes!
Continuar Mudar Mudando, se possível para melhor, mesmo que às vezes cansados; desalentados; desapontados.
Que possamos continuar a… Içar a Vela da “boa” Dependência!

oiapontoponto na passagem do seu sexto aniversário

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

"Geradores"


Geradores em dias de "Trovoada"
Muitas vezes se ouvia dizer: Só te lembras de Santa Bárbara quando troveja.
É pura verdade.
Lembrámo-nos daquela santa no passado dia 30 de Julho, quando, ao princípio da noite, o poder da trovoada se fez sentir por terras de Oiã.
A luz, foi-se.
Algumas televisões, foram à vida.
Soubemos que, alguns frigoríficos e algumas máquinas de lavar roupa e loiça, entraram de férias forçadas.
Voltámos a experimentar o que era viver sem eletricidade. As tertúlias em família davam livros e livros inundados da mais sábia perspicácia e criatividade dos velhotes.
A candeia e as velinhas davam um “jeitaço”, o saudoso lampião e o velhinho petromax a “pitrol” voltaram a ser lembrados.
Hoje, nada disso! Há outras modernices.
Na falta de energia, vem logo à ideia, a importância que um gerador tem nestas ocasiões.
E, isto vem mesmo a propósito do tempo que nos foi dado para viver.
Tempo de permanente mudança, tempo de muita insegurança.
Tempo de poucos valores e tempo de muitos amores.
Tempo em que não há palavra.
A mentira, as promessas não cumpridas e as promessas para não cumprir, fazem parte do nosso quotidiano.
E tudo, lamentavelmente, como se fosse normal.
Dizemos: Não! Assim, Não! Assim não dá para continuar!
Demos connosco a perguntarmo-nos: E o que já fizeste para mudar este estado de coisas?
Pouco, muito pouco ou quase nada!?
Ao contrário do que é habitual, hoje estamos pessimistas, apreensivos e algo descrentes. 
Sentimos-nos inundados de vários terrorismos; do verbal, do comportamental, do da comunicação social, da maledicência, da coscuvilhice corrosiva, enfim, de um sem número de "bazucas" que nos atingem diariamente.
Vemos que, anda tudo de luz apagada nesta escuridão em que se tem transformado o que é viver nos tempos actuais.
A solidariedade, a amizade, a alegria e o voltar a saber viver com pouco, têm de regressar obrigatoriamente à vivência vivificada na sociedade atual, pelo menos, ao “nosso” mundo.
Está na hora de ligarmos os nossos geradores e alimentar o mundo à nossa volta com os valores, princípios e energia de que estamos necessitados e dos quais temos saudades.
Torna-se imperativo: Faz por isso e serás muito mais feliz!
Liga o "gerador", acende a tua luz e…

Muito Boas férias

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015


“O Amigo Pingo”
Esta vida de sénior, como benevolamente lhe chamam hoje, mas de velho como nós mais gostamos, tem coisas maravilhosas que só se conseguem saborear com a vivência diária de um aposentado grato por tudo o que a vida proporcionou.
O conforto das mantas.
A companhia da Rádio Renascença.
O Terras de Oiã como companhia que não se dispensa.
O crepitar da lenha que, bem doseada, vai aquecendo a lareira cá de casa. Aprendemos que quem não pouca água e lenha não poupa coisa que tenha.
A cafeteira colocada ao lume sempre pronta para o milagroso chá de Cidreira.
A chouriça assada na brasa. Só algumas vezes porque dizem que faz mal ao colesterol.
A broa caseira que ainda se cose no forno.
A velha, sempre nova, sopa de feijão, como só nós sabemos fazer.
Os tronchos e a orelha de porco, servidos em cozido à portuguesa, com pouco sal. Dizem que faz mal à tensão e ao coração.
O arroz de malandro dos galináceos da nossa galinheira.
A leitura sossegada do Jornal da Bairrada, com especial atenção às fotografias de todos os que, da nossa idade, vão partindo sem deixar recado. Deus os lá tenha muito tempo sem nós, dizemos em tom de conforto.
O podermos dormitar até mais tarde, porque o frio lá fora aperta.
O mesmo frio que enrijece.
A “tossiqueira” que nunca mais nos deixa
Àh…
E que dizer do nosso inseparável amigo Pingo… do Nariz?!
Este Pingo que nos faz ter nariz de palhaço de tanto assoar! Só em lenços de papel, já vai uma fortuna!
É atchim para cá, é atchim para lá!
Neste dia do nosso aniversário, que a alegria sábia do velho palhaço, contagie todos aqueles que já nos felicitaram.
Vá lá… esboce um sorriso para si, e vai ver que depois rirá de si mesmo.

Um atchim  deste vosso amigo oiapontoponto